Em Testamento, Ricardo Almeida constrói uma investigação sobre aquilo que permanece para além da experiência imediata da da noção de Imagem ou Imago o livro propõe que não são apenas ações ou memórias que atravessam o tempo, mas formas simbólicas que se consolidam como forças ativas na percepção e na decisão. A Imago, nesse sentido, não representa: ela articular filosofia, mito e observação da experiência, a obra examina como essas imagens se formam, se transformam e passam a influenciar o modo como indivíduos e culturas compreendem a tempo deixa então de ser apenas sucessão cronológica e passa a ser entendido como o meio em que essas formas persistem, se reorganizam e continuam a limites, divindades, narrativas e estruturas invisíveis, Testamento propõe uma leitura da existência em que o visível e o invisível não se opõem, mas se constituem livro sobre permanência, forma e aquilo que, mesmo sem matéria, continua a produzir efeitos no mundo.